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Presidente da Rota diz que crise afetou contrato e nova ferrovia impactará concessão da BR-163

10 Dez 2021 - 11:05 - Atualizada em 10 Dez 2021 - 11:18

Folha360

Presidente da Rota diz que crise afetou contrato e nova ferrovia impactará concessão da BR-163

Foto: Reprodução

A Rota do Oeste não será mais responsável pela concessão da BR-163, a principal rodovia de Mato Grosso. A empresa protocolou o pedido de devolução do controle da rodovia na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). 

Com isso, o governo do presidente Jair Bolsonaro deverá encontrar uma solução célere (nova licitação) para colocar outra empresa no controle dos 850,9 quilômetros de extensão da BR-163, de Sorriso a fronteira com Mato Grosso do Sul. 

A empresa Rota do Oeste alegou que os contratos firmados no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram afetados, com o passar do tempo, pelas sucessivas crises. 

“Todas as concessões deste lote, firmadas naquele ano de 2014, foram afetadas de alguma forma pelas crises que se sucederam, trazendo impactos negativos também em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Brasília, Tocantins e Goiás”, afirma o diretor-presidente da Rota do Oeste, Júlio Perdigão, em comunicado enviado à imprensa. 

Desde 2016 a Rota do Oeste buscava alternativas para conseguir retomar o cronograma de duplicação previsto no contrato, após o recuo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em conceder o financiamento de longo prazo ao projeto. 

Contudo, a não concessão do financiamento, explicou a Rota, entre outros impactos econômicos decorrentes das crises sucessivas no País, foi uma condição imposta à maioria das participantes do terceiro lote das concessões federais, do qual o trecho mato-grossense da BR-163 faz parte. 

“Algumas questões pontuais fizeram os investidores interessados recuarem na reta final do processo. Posso destacar, entre elas, a célere estruturação do projeto de extensão ferroviária de Rondonópolis à Lucas do Rio Verde. Apesar de ser um projeto de extrema importância para o Mato Grosso, ele afeta frontalmente a viabilidade da concessão nos moldes atuais”, concluiu Perdigão.

Com o enquadramento da empresa na Lei federal 13.448, a Rota do Oeste seguirá prestando serviços e obras necessários para garantir um tráfego fluido e seguro na rodovia, tanto para os motoristas em viagens, quanto para garantir o escoamento da produção agrícola da região norte do Estado.

A companhia também manterá diálogo constante com as autoridades para dar celeridade ao processo de transição enquanto o Governo Federal estrutura nova licitação para definir a empresa que assumirá a operação.

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