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Janaina: Operação é "politicamente muito ruim", enfraquece Emanuel e aproxima Mauro e Stopa

21 Out 2021 - 14:08 - Atualizada em 21 Out 2021 - 14:22

Folha360

Janaina: Operação é

Foto: Divulgação

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) afirmou, nesta quinta (21), que a Operação Capistrum, deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE), enfraqueceu o prefeito afastado Emanuel Pinheiro (MDB) para 2022. 

“Politicamente é muito ruim”, afirmou a parlamentar, em entrevista à Rádio CBN. “Enfraquece o projeto político dele e politicamente o partido”. 

A parlamentar disse confiar na postura de magistrado do caso. “Politicamente é muito ruim, mas a gente deve confiar na Justiça. Devem ter motivos que fizeram com que o desembargador Luiz Ferreira agisse dessa forma. Ele é conhecido notoriamente por ser um magistrado garantista e de uma postura muito séria”, ponderou a deputada. 

Janaina também fez uma análise da situação política para 2022 e do seu próprio MDB. “Enfraquece o projeto político dele e também politicamente o partido. Algo natural quando se afasta qualquer que seja o líder, com representatividade, traz consequencias pessoais para ele, como para o partido que ele representa”, disse a deputada. 

Membro atuante do partido, Janaina vê no afastamento de Emanuel uma oportunidade de Cuiabá voltar a ter uma boa relação com o Governo de Mato Grosso, para viabilizar mais ações sociais e obras. Emanuel e o governador Mauro Mendes são declarados inimigos políticos, e o prefeito recém-empossado José Roberto Stopa (PV) teria uma postura mais neutra.  

“O Stopa enquanto prefeito eu espero que ele possa se aproximar um pouco mais do Governo em prol de Cuiabá”, afirmou a deputada. “Tem muita pauta importante que precisa andar, Cuiabá não pode parar por causa disso”. 

Operação 

Por supostas contratações de 'canhões políticos', alcunha que teria sido usada em reunião para se referir à contratação de cabos eleitorais de vereadores na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Emanuel foi afastado do cargo nesta semana. 

Além disso, o seu chefe de gabinete foi preso temporariamente. A esposa do prefeito, Marcia Pinheiro também é investigada por suposto envolvimento no esquema investigado.

Emanuel classificou como “desproporcionais e midiáticas” as medidas determinadas pelo Tribunal de Justiça. 

Entregou o esquema

O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Correia, foi quem entregou ao Ministério Público as informações que resultaram na operação Capistrum. 

De acordo com o Ministério Público, os alvos da ação integram uma organização criminosa voltada a contratação temporária de servidores públicos, para atender interesse político do prefeito Emanuel Pinheiro, ainda em 2018, no primeiro mandato do emedebista. 

A ação é após a delação do ex-secretário de Saúde, Huark Douglas Correia afirmar que a prefeitura contratou 259 servidores temporária, para atender interesses políticos de Emanuel Pinheiro.

Emanuel teria dito ao secretário que as contratações seriam “canhão político”, por se tratar de cabos eleitorais, nomeados por indicação política, principalmente de vereadores, e visavam retribuir ou comprar apoio político. 

O ex-secretário foi afastado do cargo em dezembro de 2018, após pedido do Ministério Público Federal. Depois disso, celebrou acordo de não persecução cível e confirmou todo o esquema ao Ministério Público Estadual.

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