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Ex-secretário entregou esquema de Emanuel para contratar "cabos eleitorais" de vereadores

19 Out 2021 - 10:19 - Atualizada em 19 Out 2021 - 10:45

FOLHA360

Ex-secretário entregou esquema de Emanuel para contratar

Foto: Luiz Alves | Secom Cuiabá

O ex-secretário de Saúde de Cuiabá Huark Correia entregou ao Ministério Público, as informações que resultaram na operação Capistrum, deflagrada na manhã desta terça (19), que afastou o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) do cargo.

Atendendo ao pedido do Ministério Público Estadual, o Tribunal de Justiça (TJMT) também determinou busca e apreensão e sequestro de bens em desfavor do prefeito e da sua esposa Márcia Pinheiro, bem como do Chefe de Gabinete, Antônio Monreal Neto, da Secretária Adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza, e do ex-Coordenador de Gestão de Pessoas, Ricardo Aparecido Ribeiro.
 
Além do afastamento de Emanuel, o Poder Judiciário acolheu o pedido do MP para o afastamento da função pública de Antônio Monreal Neto e Ivone de Souza, e prisão temporária de Antônio Monreal Neto (chefe de gabinete).

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Luiz Ferreira da Silva determinou o sequestro de R$ 16 milhões das contas do prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB), primeira-dama Márcia Pinheiro, bem como do Chefe de Gabinete, Antônio Monreal Neto, da Secretária Adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza, e do ex-Coordenador de Gestão de Pessoas, Ricardo Aparecido Ribeiro.

De acordo com o Ministério Público, os alvos da ação integram uma organização criminosa voltada a contratação temporária de servidores públicos, para atender interesse político do prefeito Emanuel Pinheiro, ainda em 2018, no primeiro mandato do emedebista. 

A ação é após a delação do ex-secretário de Saúde, Huark Douglas Correia afirmar que a prefeitura contratou 259 servidores temporária, para atender interesses políticos de Emanuel Pinheiro.

Emanuel teria dito ao secretário que as contratações seriam “canhão político”, por se tratar de cabos eleitorais, nomeados por indicação política, principalmente de vereadores, e visavam retribuir ou comprar apoio político. 

O ex-secretário foi afastado do cargo em dezembro de 2018, após pedido do Ministério Público Federal. Depois disso, celebrou acordo de não persecução cível e confirmou todo o esquema ao Ministério Público Estadual.

Com o afastamento de Emanuel do cargo, o vice prefeito José Roberto Stopa (PV) vai assumir a prefeitura de Cuiabá. 

Além do afastamento de Emanuel, o Poder Judiciário acolheu o pedido do MP para o afastamento da função pública de Antônio Monreal Neto e Ivone de Souza, e prisão temporária de Antônio Monreal Neto (chefe de gabinete).

Os pedidos foram acolhidos pelo Tribunal de Justiça no âmbito do procedimento de nº 47.520/2021, o qual corre em segredo de justiça. O que se sabe até o momento é que os supostos crimes teriam ligação com as ações realizadas na área da saúde. 

Outro lado

Sobre a apuração do Ministério Público Estadual, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, esclarece:

- Ao contrário do que vem sendo maldosamente propagado, a instauração de inquérito em questão pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE), não aponta desvio de valores. A investigação averigua denúncia de contratação excepcional de 259 (duzentos e cinquenta e nove)  servidores para Saúde no ano de 2018 em detrimento de realização de concurso público; 

 - Na manhã desta terça-feira (19), equipes do MPE encontram-se cumprindo mandado de busca e apreensão nas salas do chefe de gabinete do Prefeito e da secretária-adjunta de Governo. 

- O expediente no Palácio Alencastro transcorre normalmente, excetuando-se nos dois locais em que as equipes do MPE concentram os trabalhos; 

- Por considerar desproporcionais e midiáticas, o prefeito Emanuel Pinheiro informa que irá recorrer das medidas desferidas pelo poder judiciário.

- Reitera que está à disposição das autoridades para esclarecimentos dos fatos.

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