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Justiça condena Ledur em um ano de regime aberto por maus-tratos, mas sem perda do cargo

24 Set 2021 - 06:36

Thaiza Assunção | Midianews

Justiça condena Ledur em um ano de regime aberto por maus-tratos, mas sem perda do cargo

Foto: Midianews

O Conselho Especial de Justiça condenou a tenente do Corpo de Bombeiros Izabela Ledur a um ano de prisão, em regime inicial aberto, pelo crime de maus-tratos contra o aluno Rodrigo Claro.

Rodrigo Claro morreu após um treinamento aquático da corporação, em novembro de 2016, na Lagoa Trevisan.

Com a decisão, dada por maioria durante julgamento nesta quinta (23), Ledur continuará nas fileiras do Corpo de Bombeiros.

Venceu o voto do juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar de Cuiabá. Ao final, o resultado ficou em 3 a 2.

O Ministério Público Estadual (MPE) pedia que a tenente fosse condenada pelo crime de tortura, com pena que vai de 8 a 16 anos de prisão, além da perda da patente.

Em seu voto, o juiz afirmou que não há provas no processo que mostrem que Ledur praticou tortura contra Rodrigo Claro.

Citou que a perícia de necropsia descartou o resultado morte com os "caldos" (afogamentos) praticados por Ledur contra o aluno.  

Por outro lado, admitiu que ela se excedeu nos ‘caldos’ , o que, para ele, caracteriza crime de maus-tratos.

“As provas dizem que a vítima foi submetida a excesso de caldos e outras agressões justamente porque não conseguia nadar certamente e cumprir a travessia do lago, dentro de critérios educacionais ainda que equivocados, da ré Ledur. Logo, não há que se falar em tortura, devendo o delito narrado na denúncia ser desclassificado para maus-tratos”, afirmou.

O julgamento teve início as 13h desta quinta-feira, quase cinco anos após a morte do aluno. 

Durante a sessão, o promotor Paulo Henrique Amaral Motta acusou Ledur de praticar “castigo pessoal” contra o aluno Rodrigo Claro, que resultou em sua morte.

Já o advogado Huendel Rolim, que faz a defesa da tenente, declarou que todas as técnicas usadas pela tenente para com o aluno, foram para "ensiná-lo".

O caso 

Rodrigo morreu no dia 15 de novembro de 2016, cinco dias após passar mal na aula prática na Lagoa Trevisan, na qual a tenente Izadora Ledur atuava como instrutora.

Durante a realização das aulas, Rodrigo queixou-se de dor de cabeça. Após a travessia a nado na lagoa, ele informou ao instrutor que não conseguiria terminar a aula.

Em seguida, segundo os bombeiros, ele foi liberado, retornou ao batalhão e se apresentou à coordenação do curso para relatar o problema de saúde. O jovem foi encaminhado a uma unidade de saúde e sofreu convulsões, vindo a morrer alguns dias depois.

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