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CPI convoca Galvan para depor sobre uso do Fethab em atos pró-Bolsonaro

20 Set 2021 - 09:44 - Atualizada em 21 Set 2021 - 16:05

FOLHA360

CPI convoca Galvan para depor sobre uso do Fethab em atos pró-Bolsonaro

Foto: Alan Cosme | Folha360

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou nesta segunda (20) a convocação do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Antônio Galvan, a prestar depoimento.
 
O deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que preside as investigações, destacou que a associação recebe anualmente recursos do FETHAB (Fundo Estadual de Transporte e Habitação), o que levou a imprensa divulgar nas últimas semanas a suspeita de malversação das quantias de dinheiro público.

LEIA MAIS: STF bloqueia contas da Aprosoja e agentes da PF apreendem documentos apurando fraude no Fethab

“Não é caça às bruxas ou simplesmente a ideia de gerar constrangimento a alguém. A CPI busca respostas a respeito disso e daremos a oportunidade do presidente da Aprosoja dar suas explicações e contribuir com sugestões para a melhoria da arrecadação de nosso Estado”, disse Wilson Santos.
 
O deputado Carlos Avalone (PSDB) também defendeu a convocação. “Todos nós estamos surpreendidos com as notícias das últimas semanas. Agora, vamos oportunizar a sociedade ter pleno conhecimento das ações da Aprosoja. Até para o próprio Antônio Galvan, é uma oportunidade de prestar esclarecimentos”.
 
O requerimento de convocação também foi aprovado pelos deputados Valmir Moretto (Republicanos) e Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD).
 
No período de 2019 a 2021, a Aprosoja recebeu R$ 138 milhões do governo do Estado via FETHAB. O dinheiro é resultado de um convênio para fortalecer o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Igro), conforme lei estadual criada em 2019.

Suposta fraude

Agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de busca e apreensão na sede da Aprosoja, em Cuiabá. Uma farta documentação foi levada pelos policiais, segundo informações apuradas pela reportagem do Folha360. 
 
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou também que as contas da entidade máxima dos sojicultores de Mato Grosso fossem bloqueadas.
  
A suspeita é de que recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), conforme consta na decisão, estejam sendo utilizados para fomentar as manifestações do Feriado da Independência (7 de Setembro) em Brasília, que conta com amplo apoio da entidade. 

As atenções da Polícia Federal recaíram sobre a Aprosoja após o presidente da entidade, em nível nacional, o sojicultor Antonio Galvan, passar a ser investigado por supostamente estimular financeiramente e politicamente manifestações antidemocráticas e inconstitucionais contra o Poder Judiciário e o Congresso Nacional. 

Anteriormente à operação da PF, a gestão da Aprosoja Mato Grosso, sob o comando do produtor Fernando Cadores, se manifestou publicamente negando o financiamento das manifestações em Brasília, contudo declarou apoio aos atos em defesa do governo do presidente Jair Bolsonaro. No Estado, os produtores apoiam a gestão do presidente Bolsonaro. 

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