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Aos 98 anos, policial veterano e herói recebe medalha "Mérito Sangue" do alto comando da PM

10 Dez 2019 - 15:53 - Atualizada em 10 Dez 2019 - 15:58

Da Redação

Aos 98 anos, policial veterano e herói recebe medalha

Foto: PMMT

Ao completar 98 anos, neste final de semana, o cabo da Polícia Militar de Mato Grosso, Benedito Cassiano Alvarenga, realizou mais que seu grande sonho de voltar a vestir a farda. Surpreendido em sua residência pelo comandante-geral da PM, coronel Jonildo José de Assis, Alvarenga vestiu a farda e recebeu a medalha ‘Tenente Neteslau – Mérito Sangue de Mato Grosso’.

Atendendo ao pedido da família do cabo, o coronel não só autorizou o uso da farda, como doou o fardamento e fez questão de conhecê-lo para fazer a homenagem pessoalmente. A ‘Mérito Sangue’ é concedida aos policiais feridos no cumprimento da missão de segurança.    

O encontro entre Assis e Alvarenga aconteceu no sábado (07.12). O comandante foi até a cidade de Rio Verde, Mato Grosso do Sul, acompanhado do subchefe de Estado Maior, coronel Wankley Corrêa Rodrigues, do comandante e comandante-adjunto do 4º CR de Rondonópolis, coronel Wilker Sodré e tenente-coronel Cândido, do coordenador de Comunicação e Marketing, tenente-coronel Luiz Fernando Dias, entre outras autoridades.

O coronel Assis cumprimenta e agradece ao cabo Alvarenga pelos serviços prestados ao Estado
 

O cabo Alvarenga ingressou na PMMT em 1950, em Cuiabá. Anos mais tarde, na cidade de Bela Vista, fronteira com o Paraguai, em Mato Grosso do Sul, o militar foi atingido por vários tiros, um no peito e outro no braço, durante uma confusão em que um delegado e outro PM foram gravemente feridos.

Alvarenga conseguiu revidar a agressão, evitar que outras pessoas fossem atingidas e socorrer os companheiros até uma unidade médica. Os dois policiais, no entanto, morreram e ele passou quatro meses internado em um hospital de Campo Grande.

Por causa das seqüelas daquela trágica ocorrência o militar aposentou-se precocemente. Deixou de vestir a farda e de ir às ruas combater a criminalidade, porém ainda carrega consigo o amor e o orgulho por atuar pela PMMT servindo à sociedade.

Para o coronel Assis, essa é uma homenagem que a PMMT devia ao cabo Alvarenga. Era necessário reconhecer sua bravura e capacidade de criar a oportunidade de socorro em um ambiente de conflito, como fez com os policiais que estavam com ele. A história do cabo Alvarenga, destaca o comandante, reflete a realidade policial cotidiana, a grande responsabilidade e os riscos que todos enfrentam na missão de proteger os cidadãos.

Família

Cabo Alvarenga é viúvo. Foi casado por 44 anos com dona Carmélia Duarte Alvarenga, com quem teve 8 filhos. Ele tem 12 netos e 20 bisnetos. Rodeado pela família, o militar recebeu a equipe do Comando da PM e depois celebrou o aniversário em uma festa que reuniu os parentes e amigos.

Dois netos dele são policiais. Inspirados pelo avô, a neta Elizane é cabo da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Já o neto, cabo Aldo, serve no Corpo de Bombeiros do mesmo Estado.

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